quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Guia da Casa Própria - Casa para quem ganha entre R$ 2 mil e R$ 5 mil

Gostou? 

Olá meninas!

Como vocês estão? Prontas para mais uma aula sobre como comprar a casa própria? É por isso que eu adoro essa revista!

Tema de hoje:

Casa para quem ganha entre R$ 2 mil e R$ 5 mil

Para escolher o crédito imobiliário mais adequado, o jeito é encher-se de paciência, comparar propostas e fazer contas. Aqui você encontra dicas indispensáveis e uma tabela comparativa com as opções dos principais bancos. Mesmo que sua renda seja diferente da estabelecida neste capítulo, leia-o com atenção, pois as informações valem para vários perfis.



Imagine a situação: depois de muita procura, você encontra o imóvel perfeito. Ele tem a metragem, o número de quartos e as características que buscava. Inevitável começar a sonhar com a mudança. Mas por onde começar o processo de compra? Vai dando aquela ansiedade e, às vezes, desespero. Nessas horas, haja cabeça fria! O financiamento vai comprometê-lo durante muitos anos, portanto, embora o imóvel pareça perfeito, se a decisão não for tomada com calma, você, sua família e suas finanças correrão riscos reais.
Além de escolher a casa ou o apartamento que melhor se adapte às suas necessidades presentes e futuras, você também precisa dedicar seu tempo às burocracias típicas da tomada de um crédito. Tem que fazer simulações de financiamento, juntar documentos e comprovantes, avaliar o preço do imóvel de acordo com sua renda, calcular quanto pode dar de entrada, ir aos bancos e, finalmente, tomar a melhor decisão. Confira algumas perguntas e respostas para orientá-lo!

 
1. De que documentos preciso para o crédito?

Antes de ir à agência, cheque quais os documentos pedidos, mas saiba que a maioria dos bancos exige pelo menos:
- RG e CPF.
- Comprovante de renda (holerites para assalaridos e extratos bancários para autônomos).
- Comprovante de residência.
- Comprovante de estado civil. (certidão de casamento ou de união estável para casais e certidão de nascimento para solteiros).

2. Faço a simulação no banco ou na internet?
Os sites dos bancos têm simuladores de crédito: você informa renda familiar bruta, idade do comprador mais velho, preço do imóvel e valor a financiar. Mas o resultado não vale como carta de crédito. Se der dados incorretos, o valor do financiamento acabará sendo enganoso. “O ideal é simular na agência para saber sua real condição de crédito”, diz Marcelo Prata, do Canal do Crédito, empresa distribuidora de crédito imobiliário. 
 
3. Quanto os bancos oferecem de crédito?
A maioria financia até 80% do imóvel, mas Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil podem chegar a 90% do preço total. 
 
4. Posso parcelar a entrada?
Ela é a diferença entre o valor financiado e o total do imóvel. É paga na assinatura da minuta do contrato de compra e venda ou no contrato de financiamento. Pode ser dividida em um sinal na minuta e o resto no contrato. Para imóveis na planta, parcela-se a entrada ao longo da construção (por três anos, no máximo).
 
5. Minha renda determina o preço da casa que posso comprar?
Ao avaliar os comprovantes de rendimento, o banco calcula a parcela mensal que você pode assumir e, consequentemente, o valor do imóvel. A maioria dos bancos aceita até 30% de comprometimento de renda. 
 
6. Qual a idade máxima para contrair um financiamento?
Para que o crédito seja aprovado, a soma do prazo do financiamento e da idade da pessoa mais velha que vai compor a renda não pode exceder 80 anos. É uma limitação das seguradoras. 
 
7. O que leva o banco a negar crédito?
Não se pode ter o nome no Serasa ou no Serviço de Proteção ao Crédito. “O banco também analisa o histórico do cliente, e checa se ele compra e fica devendo”, aponta Marcelo Prata. 
 
8. Como escolho com que instituição fazer o financiamento?
“Você terá um relacionamento de 30 anos com o banco, então vale a pena avaliar os outros serviços que presta”, aponta Fabio Seabra, da consultoria paulistana Sagace. Faça simulações, de preferência nas agências bancárias, dando sempre as mesmas informações (renda, valor do imóvel, entrada, idade do comprador mais velho etc.). Depois disso, repare no Custo Efetivo Total (CET) de cada um. Algumas financeiras contam com condições diferentes para o pagamento de parcelas e juros, então vale a pena averiguar esses pontos. “Se for cliente do banco, é possível negociar melhores taxas”, explica Emanuela Veneri, diretora da consultoria paulistana Arbimóvel. 
 
9. Quando o banco avalia o imóvel, existe muita variação no valor?
Se estiver dentro do preço cobrado pelo mercado, é difícil haver diferença, segundo Marcelo. “Às vezes o comprador fala que o imóvel é mais caro para tentar financiar mais do que 80%.” Mas essa saída ilícita não dá certo, pois o banco avaliará o valor real. 
 
10. Quais são as despesas da compra?
São os custos de cartório e o pagamento do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), que valem cerca de 5% do imóvel e devem ser pagos na compra. Antes de fechar o contrato, veja se, além da entrada, você dispõe desse valor – alguns bancos permitem incluí-lo no financiamento. 
 
11. Posso usar o FGTS?
Quem compra um imóvel de menos de R$ 500 mil está dentro do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e pode usar seus recursos de FGTS (caso se enquadre nas regras). 
 
12. Há descontos nessas taxas?
Algumas prefeituras dão desconto no ITBI. Em São Paulo, cobram-se 2% apenas da entrada e 0,5% sobre o valor financiado, para imóveis enquadrados no SFH. Os custos cartoriais têm desconto de 50% para quem está comprando o primeiro imóvel, também pelo SFH. 
 
13. O que faço se não conseguir mais pagar as parcelas?
“Se estiver com outros financiamentos, lembre-se de que nada é mais importante do que o seu imóvel”, diz Lúcio de Queiroz Delfino, diretor da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH). A partir de três parcelas não pagas, você corre risco. “Em caso de inadimplência, seja rápido e tente negociar a dívida. Se não houver outra solução, venda o imóvel para ficar com o nome limpo”, aconselha Lúcio. 
 
14. Posso vender o imóvel antes de quitar o financiamento?
Segundo Marcelo Prata, do Canal do Crédito, existem duas situações:
1. O vendedor recebe o pagamento pelo imóvel, quita o saldo devedor e fica com o restante do dinheiro.
2. O segundo comprador adquire com financiamento e inicia um novo contrato com qualquer banco. O vendedor recebe o dinheiro que já pagou, e seu saldo devedor é assumido pelo segundo comprador.

Fonte: Revista Minha Casa

Beijos ^^

Um comentário:

  1. Adorei o post! Muito informativo.
    Estou usando a planilha que vc fez com a ajuda do uol. Obrigada por compartilhar :D

    bjkas

    ResponderExcluir

Faça parte do meu blog também! Deixe a sua opinião!